A prática da educação financeira desde a infância

Texto, foto, vídeos e áudios: Giovanni Porfírio

 

Guardar dinheiro para poder comprar aquilo que tiver vontade. Este foi o motivo que levou Maria Clara Navarro, de 11 anos, a querer economizar a mesada que ganha dos pais. A estudante não dispensa doces e salgados quando o assunto é ir ao supermercado. Como toda criança, gosta de brinquedos e também não abre mão deles. Ela conta que, desde quando começou a reservar uma parte de suas finanças para comprar alguma coisa, nunca se arrependeu de nada.

 

 

Apesar da pouca idade, Maria já possui uma noção de quanto pode gastar em uma determinada atividade e, consequentemente, já sabe a quantidade de dinheiro que vai lhe sobrar.

 

 

FOTO MARIA CLARA

A estudante gosta de se planejar antes de sair comprando tudo

 

Maria não costuma sair muito com as amigas, porém, quando está fora de casa e sem a companhia dos pais, procura se controlar financeiramente. Eles nunca a repreenderam por ter exagerado na hora de gastar. Mesmo assim, a menina acredita ser importante que os responsáveis a aconselhem quando necessário.

 

 

A mãe de Maria Clara, Tatiana Navarro, de 39 anos, aprova o comportamento da filha. Ela não se considera uma pessoa consumista e, assim como o marido, procura ser uma pessoa consciente nos gastos.

 

 

Tatiana aprendeu bastante com a atitude de Maria e afirma a relevância de se criar uma consciência financeira nos filhos desde a infância. Segundo ela, isso não foi possível com a irmã, Ana Flávia, de 17 anos, que, diferentemente da menor, não tem cuidado com as finanças.

 

 

Antônio Zotarelli é professor do curso de economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e especialista em finanças pessoais. Para ele, é relevante trabalhar noções básicas de como poupar já nos primeiros anos de vida. “A criança deve entender logo cedo os conceitos de dinheiro, de onde ele vem. Tem que explicar que, para sair o dinheiro no caixa eletrônico, tem todo um processo de trabalho.”

Segundo o docente, o aprendizado dentro de casa, assim como na escola, é imprescindível para que o jovem aprenda a economizar. “O lar vem em primeiro lugar. Depois, se entrar em uma escola que complementa com os conceitos básicos de educação financeira, ele vai agregar mais ainda.” Zotarelli acredita que os resultados desse processo começam a aparecer apenas com a mudança dos hábitos. “A educação financeira que temos que ter é de mudar o comportamento, as atitudes, passar de pagador de juros para o recebedor de juros”, finaliza.

 

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