O que as pessoas fazem para se desconectar?

Texto: Guilherme Bernardi

 

Ao longo da história, o tempo de trabalho das pessoas vem diminuindo. Se as pessoas já chegaram a trabalhar por até 16 das 24 horas do dia, hoje alguns países como a Suécia discutem jornadas de seis horas diárias e se isso é bom tanto para a empresa quanto para os funcionários.

Uma mudança para as atuais discussões, entretanto, é a tecnologia. Mesmo que as pessoas não estejam trabalhando presencialmente, elas estão passíveis de receber emails, mensagens de WhatsApp ou ligações a todo momento. Na França, por exemplo, a partir do início de 2017, as pessoas têm o “direito a se desconectar”, que dá a elas o direito de não atender ligações ou responder a emails em seus horários de folga. No Brasil, segundo a advogada Andrea Giamondo Rossi, em entrevista à Revista Época, a interpretação é quanto ao que obriga o pagamento adicional.

 

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Smartphones e notebooks possibilitam que as pessoas se conectem com facilidade e de quase todos lugares à internet (Crédito: Guilherme Bernardi)

 

De toda forma, com os celulares e a internet sempre próximos, o normal é que as pessoas estejam, mesmo que fora dos seus trabalhos presenciais, produzindo algo, seja lendo coisas relacionadas ao trabalho ou aos estudos, mas principalmente vendo notícias, vídeos, interagindo em sites de redes sociais, como o Facebook e o Twitter, ou WhatsApp a todo momento. A hiperconectividade é a regra e a discussão é sobre a necessidade de que as pessoas se desconectem para o bem de sua saúde.

A advogada Ana Regina Sapateiro, 29, por exemplo, trabalha seis horas diárias e, fora desse horário, não responde emails de trabalho ou atende ligações. Nos momentos nos quais ela não está trabalhando, ela tenta se desligar e dedica parte de seu tempo fora do trabalho para o crochê. A atividade virou um hobby e é uma forma de “otimização de tempo”. Ela passa quase cinco horas diárias fazendo calçados, tapetes e outras formas de artesanato. Nestes momentos, ela geralmente desliga a internet para manter a concentração.

 

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A advogada faz sapatinhos de crochê para recém-nascidos e bebês (Crédito: arquivo pessoal)

 

Já Douglas Ramone, 30, trabalha conectado. Ele cria conteúdo para a internet durante cerca de oito horas por dia – quatro aos fins de semana. Como seu trabalho envolve tecnologia e internet, ele foca em outras atividades para se desconectar desse universo que é sua fonte de renda. “Principalmente assisto [aos] esportes. Futebol, futebol americano, basquete… o que estiver passando.” Além disso, ele lê, faz academia, assiste a desenhos e sai com amigos. Segundo Ramone, estes momentos são necessários “para relaxar e esvaziar a mente, porque normalmente ela fica muito acelerada quando estou focado no trabalho”, e outras atividades são importante e para “acabar não surtando”.

 

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