Oficina de Choro “abre a roda” para novos músicos

Texto, fotos, áudios e vídeo: Ana Elisa Frings

 

A Oficina de Choro deriva do desejo de um grupo de chorões londrinenses de espalhar o ritmo e a cultura desse gênero tipicamente brasileiro e urbano. No edital de 2018 aberto pela Secretaria Municipal de Cultura, o projeto elaborado pelo músico Osório Perez e pela produtora Marina Bigardi foi selecionado para receber fundos do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), o que viabilizou as oficinas semanais de choro para quem tiver interesse. Sem custos, as aulas são às terças-feiras à noite, em salas cedidas pelo Colégio Estadual José de Anchieta.

A produtora e diretora executiva do projeto da Oficina, Marina Bigardi, conta que ela própria já foi aluna em 2014, quando as aulas eram com professores voluntários, no Colégio Estadual Marcelino Champagnat. Ela explica como o projeto foi concretizado a partir do apoio do programa municipal.

 

 

Os instrumentos devem ser trazidos pelos alunos, já que não há verba prevista para tal finalidade, e somente alguns pandeiros estão disponíveis porque são dos professores. O valor proposto para a sustentação das aulas foi reduzido a um patamar módico, de forma que o custo não fosse empecilho para a seleção no Promic.

 

 

Osório Perez lidera as oficinas de choro há alguns anos, tendo inclusive realizado as aulas em sua casa por um período. Para ele, a importância de levar à frente a cultura do choro vai além da prática musical.

 

 

foto Osorio e Marina

Os responsáveis pelo projeto Oficina de Choro, o músico Osório Perez e a produtora cultural Marina Bigardi

 

Método

Os alunos não precisam ter conhecimentos prévios de música, mas sim o interesse pelo choro e a percepção do ritmo. Alguns não sabem ler partituras e, nestes casos, os professores adaptam o ensino para que todos consigam acompanhá-las, sempre pensando na execução em conjunto e para em breve estarem na roda de choro com os outros músicos.

 

 

foto alunos do cavaquinho 2

Alunos da turma de cavaquinho

 

foto aula de violão

Na sala de prática para violão, o professor Osório explica o exercício

 

Outros instrumentos

Outra característica que faz do choro um estilo agregador é a entrada de instrumentos menos comuns nas rodas. Perez ajuda a viabilizar essa inserção com a elaboração de partituras específicas. Ele conta que já preparou mais de 400 páginas de apostila para trompetistas que queiram tocar chorinho. Também convidou o trompista Marcelo das Virgens, da Orquestra Sinfônica da UEL (Universidade Estadual de Londrina), para incluir a trompa no repertório.

 

 

Futuro

Mais uma ideia para difundir o choro em Londrina está perto de ser efetivada. Um novo projeto apresentado ao Promic neste ano pretende levar a tradição do choro para cada vez mais pessoas, especialmente àquelas que ainda não conhecem. Osório revela do que se trata.

 

 

 

LEIA MAIS

A educação está na mira do governo Bolsonaro

Osiander Kochleitner: atrás de todo bom piano, há um ótimo afinador

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s