Londrina registra seis mortes por dengue neste ano

Texto, fotos, áudios e vídeo: Tauana Marino

 

De 1° de janeiro a 13 de maio deste ano, a Secretaria de Saúde de Londrina registrou seis mortes por dengue, outros 875 casos confirmados para a doença e ainda 4.000 pessoas aguardavam por resultados de exames. Para a pasta, a quantidade de óbitos em apenas cinco meses é inédita e, por isso, preocupante. “Em 2017 e 2018, só tivemos 47 casos positivos, então neste ano o número ultrapassou muito o normal. Estamos com uma média de 500 pacientes com suspeita de dengue por semana”, aponta Sonia Fernandes, diretora de Vigilância em Saúde de Londrina.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A prefeitura usou carros fumacê para espalhar inseticida e promoveu ações de limpeza na cidade. “Nem tudo pertence à Secretaria de Saúde, não temos condições de eliminar os 350 locais de descarte irregular de lixo na cidade, tivemos ajuda da CMTU [Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização], mas mesmo assim não foi possível”, afirma Sonia.

Considerando questões técnicas, segundo Sonia, o município não está em epidemia, mas muitas características se encaixam nela.

 

 

O mosquito da dengue se reproduz em água parada e pode transmitir doenças como zika, febre amarela e chikungunya. João Zequi é professor e pesquisador do Laboratório de Entomologia Geral e Médica, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da UEL (Universidade Estadual de Londrina). Ele explica o ciclo de vida do mosquito e as medidas que cada pessoa pode tomar, para evitar a reprodução do inseto.

 

 

FOTO 1

Os ovos que a fêmea do mosquito põe amadurecem para a fase de larva (foto), que se transformam em pupa e, posteriormente, em mosquito adulto

 

FOTO 2

Checklist de prevenção ao mosquito, produzido para distribuição em escolas públicas de Londrina 

 

O Laboratório de Entomologia Geral e Médica da UEL produz bioinseticidas, armadilhas para captura de mosquitos adultos e mapeamento genético do Aedes aegypti presente nas diferentes zonas urbanas de Londrina. Zequi ressalta a importância da pesquisa para encontrar soluções para doenças do tipo.

 

 

Os sintomas da dengue são: manchas vermelhas no corpo, vômito, diarreia, febre, dores de cabeça, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos. Alguns casos são hemorrágicos, ou seja, provocam sangramentos que podem levar a óbito. Pacientes com esses sintomas devem procurar atendimento médico e nunca se automedicar.

 

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