Apesar dos avanços, educação precisa melhorar

Texto e vídeo: Luan Beluco

 

Embora tenha avançado nos últimos anos, a educação em Londrina ainda precisa melhorar em qualidade, infraestrutura e eficiência. Aparelhos de ar condicionado encaixotados por falta de estrutura elétrica nas escolas, falta de livros didáticos para os alunos da rede estadual, déficit orçamentário, baixos salários para os professores e poucas vagas em creches são alguns dos desafios que a cidade busca vencer, por meio da união dos esforços da sociedade e políticas públicas competentes.

A ex-secretária municipal de Educação Janet Thomas, que esteve no cargo entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, durante a gestão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), avaliou que o maior problema da cidade é a rede do ponto de vista de gestão e de estrutura física. Entretanto, a grande riqueza da educação londrinense é o professor, que possui muita vontade, qualidade e desejo de fazer a diferença. “O professor é o grande trunfo para melhorar a educação”, afirmou.

 

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Secretária de Educação na gestão Kireeff, Janet Thomas teve dificuldades para cumprir metas (Crédito: arquivo pessoal)

 

A gerente do ensino fundamental da Secretaria de Educação de Londrina, Adriana Biazon, afirmou que a projeção para 2019 é bastante positiva, com indicadores cada vez melhores, contratação de novos professores e formação continuada, com a ampliação da carga horária tanto online como presencial. “Contratamos mais de 700 novos professores desde o ano passado e, mesmo com uma demanda muito grande nas 120 unidades de Londrina, temos conseguido focar num trabalho continuado com os profissionais, fator que acaba levando mais qualidade para dentro da sala de aula.”

Maria de Lourdes Venezian convive com os problemas da rede pública há 18 anos e atua como secretária do Colégio Estadual Barão do Rio Branco há dez. Ela declarou que há um déficit de aprendizagem no qual o aluno é prejudicado nas séries iniciais e desmotivado ao longo dos anos. “É preciso reformular a educação, com mudanças na metodologia, grade curricular e construção de um cidadão autônomo e consciente.”

Paulo Schimidt, secretário estadual de Educação de abril a dezembro de 2014, disse que o desafio é grande e constante em todo o Paraná. “Mais do que evidenciar falhas, dificuldades e limitações ainda presentes, é preciso entender que a transformação da educação é um processo em que não há soluções imediatas.”

De acordo com ele, é essencial a participação da comunidade no cotidiano escolar, além de oferecer aos professores materiais de apoio de qualidade, melhorando salários e dando oportunidades de formação continuada.

 

 

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