Mês sagrado islâmico une religiosos em Londrina

Texto, foto, áudio e vídeos: Julia Ilkiu

 

O Ramadã é um jejum que une anualmente os muçulmanos no mundo todo. Em 5 de maio, iniciou-se essa data que marca o nono mês do calendário lunar, seguido pela religião Islã.

“O jejum do Ramadã vem para purificar a alma da pessoa, trazer mais humildade, educar, ensinar paciência e tolerância. Neste mês, a pessoa fica menos egoísta, menos maldosa e se torna mais generosa”, explica o sheik Aniz Mohamed, que há quatro anos atua na Mesquita Rei Faiçal de Londrina.

No Islamismo, não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas e os muçulmanos não podem ter qualquer tipo de intimidade com pessoa do sexo oposto antes do casamento. Durante o Ramadã, existem mais algumas regras específicas a serem cumpridas desde o amanhecer até o ocaso, como é a condição do jejum.

 

 

O mês sagrado faz parte dos cinco pilares fundamentais do Islã, que são: testemunhar uma cidade de Alá; realizar as cinco rezas diárias; cumprir o mês de Ramadã; efetuar o pagamento da caridade obrigatória, estipulado para quem atingiu uma certa riqueza determinada na religião; e a peregrinação à Meca para quem tem possibilidade.

Durante o período de Ramadã, as rezas se intensificam e, além das cinco rezas diárias, um muçulmano deve fazer mais dez facultativas à noite. O período de Ramadã movimenta ainda mais a mesquita, que une, toda sexta-feira, mais de 80 pessoas. Dessa forma, ao fim do Ramadã, o Alcorão todo é recitado.

 

Foto 1 - capa

A Lua, símbolo do Islã, tem uma estatueta na Mesquita de Londrina

 

É a terceira vez que o estudante de administração Tarik Sayed faz o Ramadã. Com 21 anos, o jovem mantém uma rotina agitada, mas leva a importância do jejum na correria do seu dia a dia.

 

 

Sayed fez o Ramadã pela primeira vez aos 18 anos e afirma que foi difícil pela falta de costume. No entanto, ele reforça que, apesar das horas sem comer e sem beber, o Ramadã vale muito a pena. “O Ramadã, para mim, é um símbolo de purificação muito forte. Isto é uma coisa que vai além do nosso dia a dia, eu me sinto muito bem por fazer”, afirma o estudante.

 

Foto 2

Sayed rompendo o jejum após o dia sem comer

 

“Às vezes, você bebe água, normalmente durante o dia, e não dá valor. Quando chega 18h e você toma água, vê o valor daquilo, é uma pequena coisa que é tão grande para a gente. É muito gratificante e a gente começa a dar mais valor”, explica Sayed.

 

 

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