Marmita volta com tudo à rotina dos brasileiros

Texto, áudio e vídeo: Aline Schmidt

 

Nos últimos anos, aumentou a procura por comidas pré-prontas, marmitas e restaurantes delivery. Segundo a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiar) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2017 a 2018, 34% da população gastaram um quarto da renda com alimentação fora de casa. Somente na região Sul, os brasileiros chegam a pagar em média R$ 34,34 por refeição fora da residência.

Este fenômeno é explicado por estudos da área econômica. Eles mostram que as famílias cujos membros estão em idade economicamente ativa são mais propensas a não ter tempo para cozinhar. Devido a este fator, passam a investir em uma alimentação fora de casa.

O professor do Departamento de Ciências Econômicas da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Leandro Meyer explica que esse fator é mais acentuado na classe média. Pela POF, estatística que mede o perfil de consumo e gasto dos rendimentos das famílias, a elasticidade de consumo em relação à alimentação fora de casa é mais alta para essa parcela da população. Além disso, Leandro fala sobre o impacto positivo que essa forma de comercialização traz para o mercado local.

 

 

A realidade londrinense segue esta tendência nacional. Segundo o diretor-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Vinicius Donadio, houve um crescimento e uma diversificação no setor de alimentação, principalmente para a área de marmitas e comidas pré-prontas. “Hoje, em Londrina, existem muitas opções, desde porções personalizadas a fitness ou veganas. Há uma variedade de aplicativos e plataformas online no mercado que facilitam o acesso à compra. Além disso, hoje, o consumidor pode pedir o mesmo prato que é servido no restaurante, sem precisar sair de casa”, ressalta.

Além de comprar por aplicativos de delivery, outro hábito é levar de casa sua própria comida. Este é um costume antigo do brasileiro e que está na moda hoje em dia. Segundo dados da pesquisa Preço Médio da Refeição, de 2017, da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador), ao preparar a própria comida, a pessoa gasta metade do valor que investiria ao comer fora de casa. Para quem busca uma forma de economizar na hora do almoço, essa pode ser uma saída. Este é o caso da estudante de jornalismo Nicoli Suman, que almoça todos os dias fora de casa.

 

 

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