Projeto de revitalização do centro visa diminuir número de pombos

Texto, fotos e áudios: Ana Paula Motta

 

Em audiência pública realizada em 6 de maio, promovida para discutir problemas relacionados ao Centro de Londrina, o prefeito Marcelo Belinati afirmou que a área deve ser revitalizada. A previsão é de que as obras sejam realizadas ainda em 2019. Entre as medidas, o projeto pretende solucionar a questão do odor e da sujeira provenientes dos pombos, uma reclamação antiga por parte dos moradores da região do entorno do Bosque Marechal Cândido Rondon.

 

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Projeto de revitalização prevê mudanças no Bosque Marechal Cândido Rondon

 

Antes de qualquer ação de revitalização, a prefeitura pretende retirar o título de área de preservação permanente do bosque. Um projeto de lei deve ser enviado à Câmara de Vereadores para que o espaço seja tratado como área de lazer. O projeto inclui a abertura da rua Piauí, que será feita a partir da retirada de 16 árvores exóticas.

De acordo com a prefeitura, as árvores foram plantadas na década de 1990, com o objetivo de obstruir a passagem de carros e de pedestres, quando a rua foi fechada. A divulgação do corte de árvores circulou na imprensa, e muitos moradores que circulam pelo local não acreditam que a retirada seja a solução, como aponta Antônio Souza.

 

 

Segundo Roney Moratto, geógrafo e agente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), o bosque está cercado por uma área urbana e já não é um ambiente com suas características naturais preservadas na totalidade. No entanto, estabelece benefícios no ambiente do entorno, principalmente quanto à melhoria do microclima (temperatura, umidade), que dá melhor conforto térmico a todos.” Ele também elenca uma melhora na drenagem urbana, “maior infiltração da água, menor probabilidade de enchentes”, explica. O geógrafo ressalta que a existência do bosque favorece a paisagem urbana, “que reflete em diminuição do estresse, espaço com possibilidade de disseminação de educação ambiental, preservação de espécies arbóreas, entre outros.”

 

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Presença do bosque na região central proporciona conforto térmico e diminuição do estresse

 

Em relação ao corte das árvores, o agente aponta que a remoção será apenas na rua Piauí e que tais árvores não são tão antigas. “Se for retirar espécies nativas e antigas, aí é mais difícil e a compensação tem de ser maior. Normalmente é feita compensação, através do plantio em outros locais ou outras ações.”  No site da prefeitura, o projeto inclui o plantio de 21 mudas de ipê branco, com altura de 3 metros cada uma.

Sobre as pombas, antigas moradoras do bosque, o geógrafo não vê o projeto como uma solução para o problema. “Nunca vislumbrei muitas soluções. Já foram tentadas muitas coisas, o último secretário do Meio Ambiente, que é da CMTU, inclusive, estava em contato com universidades até para buscar soluções.” Enquanto uma solução assertiva não é encontrada, Lavínia Carrilo, 20 anos, acredita que a presença dos passarinhos já é parte do centro.

 

 

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