Espaço de educação e cultura persiste na periferia de Londrina

Texto, fotos, áudios e vídeo: Mariana Ornelas

 

Dentro do Ciranda Mãe

Dentro da Ciranda Mãe

 

A Associação Ciranda da Cultura de Londrina, chamada popularmente de Ciranda Mãe, fica no bairro Avelino Vieira, e começou com a iniciativa dos moradores para promover um espaço de educação e cultura, em 1999. O projeto foi criado para minimizar o estigma de violência sofrido pelo bairro como um todo. É a população da localidade que promove e ministra oficinas na Ciranda (como é popularmente conhecida). Hoje, há Cirandas da Cultura espalhadas por outros bairros da periferia de Londrina, como Bratac e Novo Amparo.

Professora de psicologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Alejandra Astrid Leon-Cedeño desenvolveu, em 2014, o projeto Cirandando Londrina: Efeitos de Redes Culturais Ecológicas de Beleza e Resistência Contra as Sub Cidadanias, com ação participativa de estudantes. O objetivo do projeto é analisar como as Cirandas da Cultura ajudam a prevenir a violência nos bairros e, não só isso, trazer felicidade e melhor qualidade de vida aos moradores. Para a professora, as Cirandas abrem portas para o projeto do Departamento de Psicologia Social, mas também promovem políticas públicas de saúde coletiva, educação e cultura para os cidadãos. Alejandra também ministra aulas de dança do ventre no projeto.

 

 

Estudante do terceiro ano de psicologia da UEL e orientando da professora Alejandra, Davi Oliveira Filho ministra a oficina de Teatro do Oprimido, que consiste em exercícios que reúnem jogos e técnicas teatrais desenvolvidos pelo teatrólogo Augusto Boal. Para Davi, a Ciranda desenvolve socialmente os moradores e também é um espaço de aprendizado na prática para o próprio estudante, além do crescimento pessoal.

 

 

Escape do oficineiro

Oliveira Filho ministrando a oficina de Teatro do Oprimido

 

Quebrando a roda

Oficina de Teatro do Oprimido

 

A participação dos moradores é o que move o projeto. Lidu Brasil é uma das moradoras com presença constante desde o início da Ciranda. Ela fala da sua formação e da participação dos estudantes que ajudam a construir e a manter as atividades do projeto. A Ciranda da Cultura oferece oficinas de segunda a sábado, promove o cursinho comunitário Ubuntu, tem parceria com a Liga da Saúde da Família e propicia a economia familiar nos bairros.

 

Lidu, a Mágica

Lidu, moradora do bairro Avelino Vieira

 

 

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