É urgente o diálogo sobre sofrimento psíquico nas universidades

Texto, fotos, infográfico, áudio e vídeo: Paula Zambrim

 

A Acha (Associação de Saúde Universitária Americana, em tradução literal do inglês) publicou em 2013 um estudo apontando que o índice de suicídio de jovens pelo mundo, com idades entre 15 e 24 anos, triplicou desde a década de 1950. Na pesquisa, o suicídio apareceu como a segunda causa mais comum de morte entre estudantes universitários pelo mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte nas parcelas mais jovens da população brasileira.

Essa faixa etária coincide com a vida acadêmica. Isto porque é difícil pensar em uma atmosfera mais estressante do que a do ambiente universitário: sono desregulado, alimentação improvisada, pressão psicológica, entre outros sintomas. Este cenário é propício para o desenvolvimento de fragilidades emocionais, que resultam no que os profissionais chamam de sofrimento psíquico.

 

O que dizem os estudantes?

Esse sofrimento é resultado de uma série de fatores. Entre as principais causas estão as notas baixas e o excesso de atividades curriculares. Alguns alunos de graduação e pós-graduação da UEL (Universidade Estadual de Londrina) se identificam com esta realidade.

 

 

Apesar de a ajuda profissional ser vital em alguns casos, a necessidade esbarra no preconceito social de que o auxílio psicológico é exclusivo para casos de loucura. Alguns levantamentos demonstram que os números de alunos que passam por algum tipo de sofrimento psíquico e o de alunos que buscam por ajuda profissional não são equivalentes.

 

Gráfico

 

E o que fala a psicologia?

É comum pensar que a saúde mental é a ausência de doença mental. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe uma definição oficial para o termo, mas ele está relacionado à capacidade de administrar a própria vida e os sentimentos, dentro de um amplo espectro de variações.

Os números de casos de sofrimento psíquico crescem a cada dia e seguem alarmantes. A psicóloga e professora da UEL Eneida Silveira Santiago observa que o motivo do aumento desses índices está relacionado com aspectos sociais e de geração.

 

 

E se as paredes falassem?

Pesquisas mostram que alunos que procuram ajuda apresentam melhora. O sofrimento tratado como um segredo tende a dificultar a solução. É essencial que as universidades abram espaços cada vez mais amplos – maiores que os das paredes – para que esta discussão seja feita, a fim de promover um ambiente saudável para os estudantes.

 

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Estudantes encontraram nas paredes um lugar de fala

 

Serviço

Sebec (UEL): (43) 3371-4452

Clínica Psicológica (UEL): (43) 3371-4237

Centro de Valorização da Vida (CVV): 188

 

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