Falta de professores afeta o funcionamento da UEL

Texto e fotos: João Pedro Conchon

 

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está com corpo docente abaixo do necessário, o que compromete o funcionamento de alguns cursos. É o caso do bacharelado letras – francês, que atualmente dispõe de apenas um professor concursado e um temporário, sendo que o estipulado são quatro professores concursados. Dessa forma, os alunos não têm aulas de certas disciplinas e os professores trabalham acima de suas cargas horárias.

Por esses motivos, estudantes do curso de letras – francês realizaram uma manifestação no campus da UEL no dia 22 de maio, pedindo mais professores concursados. “O que a gente quer é solução a longo prazo, se não o curso vai fechar”, disse Milena Polini, estudante do quarto ano. “Dois novos professores temporários vão ser contratados ainda este ano, mas e daqui a dois anos, quando eles saírem?” complementa Giselle Gonçalves, do primeiro ano.

 

Foto 01

Estudantes se preparam para a manifestação do dia 22 de maio

 

Apesar das contratações temporárias sanarem o problema, é questão de tempo até o fantasma da ausência de professores concursados voltar a assombrar. O último concurso público foi realizado em 2015 e muitos candidatos já foram aprovados. O problema se dá na nomeação desses aprovados, que deve ser feita pelo Governo Estadual para efetivar as contratações e que, até hoje, não foi realizada. O resultado é a falta de reposição de professores e servidores que se aposentam.

“É a pior crise de falta de funcionários e de professores da história da UEL. O índice de aposentadoria é grande, e é um direito inegável, então muitos estão saindo. São mais de 20 aposentadorias por mês na UEL”, disse o pró-reitor de Recursos Humanos, Itamar Rodrigues. Conforme os professores e funcionários se aposentam, não há reposição dos cargos. O efeito é cumulativo e tende a piorar com o passar do tempo.

 

Foto 02

Estudantes de letras – francês em frente aos cartazes que foram colados na Reitoria

 

O vice-reitor da UEL, Décio Sabbatini, comentou as dificuldades da Reitoria em lidar com a situação. “Nós estamos fazendo o cabível dentro dos poderes da administração para forçar a nomeação dos aprovados, mas o diálogo com o governo é difícil. Existe esse movimento de ataque contra a universidade. O importante é demonstrar como toda a UEL é prejudicada pela falta de funcionários e que todos os cursos serão afetados cedo ou tarde.”

O Pretexto UEL entrou em contato com o Governo Estadual do Paraná, por meio do site da Casa Civil, para obter uma declaração sobre o assunto, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem (24 de maio).

 

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