Londrina marca presença nos atos em defesa da educação

Texto, foto, áudio e vídeo: Ana Lívia Borges

 

Foto Marcelo

Estudante de filosofia da UEL, Marcelo Kretsch pede por mais livros e menos armas

 

Com cinco meses, o governo Bolsonaro foi alvo da primeira grande onda de protestos de rua. As manifestações estudantis ocorreram em todo Brasil, em 15 e 30 de maio. Ocorreram protestos em 160 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. O motivo foi uma decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub: um contingenciamento de 30% das verbas destinadas às universidades federais, alegando balbúrdia. A ação do ministro foi entendida pelos universitários como um ataque ideológico, porque, a princípio, o corte foi destinado para três instituições de ensino; após a repercussão negativa, o Ministério da Educação (MEC) decidiu ampliar o contingenciamento para todas as universidades federais.

Em Londrina, os atos foram pacíficos em maio, e ocorreram nos dias 15 e 30, com público considerável. Grande parte dos manifestantes era formada por estudantes universitários e secundaristas. As manifestações foram organizadas pelo Diretório Acadêmico Estudantil (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de outros coletivos. Entretanto, muitas pessoas que não costumam frequentar protestos compareceram pela causa, como é o caso de Maria Cavalcanti, aluna de química da UEL: “Nós damos educação e saúde para a população. O HU [Hospital Universitário] é o segundo maior hospital do Paraná. A UEL e as instituições públicas mantêm Londrina em pé. Estar aqui é mostrar que não estamos satisfeitos com o que está acontecendo”.

 

 

As mobilizações de 30 de maio ocorreram quatro dias após os atos em apoio ao governo Bolsonaro. Segundo o Partido da Causa Operária (PCO), os atos da direita reuniram menos de 10% do total de pessoas que saíram às ruas contra as medidas do ministro da Educação. O partido afirmou que foram menos de 100 mil pessoas em todo o país, enfatizando a perda de apoio popular de Bolsonaro e sua equipe.

Segundo Murilo Marques, estudante de economia da UEL, “estar na rua é um ato político, é garantido democraticamente. Não somos idiotas úteis, vamos garantir a educação para a nossa juventude”. Marques salientou que a educação é a única forma de mudar a sociedade atual, repleta de desigualdade social.

 

 

Para entender como o corte de verba federal afeta a UEL, acesse a reportagem de Vinícius Eira.

 

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