Redes sociais complementam estratégias de recrutamento

Texto, fotos, áudio e vídeo: Nicole Prado

 

O seu currículo pode apresentar todas as suas qualificações, mas será que o profissional de recursos humanos, responsável pelo recrutamento da empresa dos seus sonhos, quer mais que isso?

 

 

Há quem prefira separar as relações pessoais e profissionais inclusive nas redes, definindo quais perfis serão destinados para cada área. Entretanto, também há quem se relacione muito bem quando adiciona colegas de trabalho como amigos em seus perfis.

Independentemente da sua escolha, a realidade é que precisamos estar atentos aos nossos comportamentos, uma vez que tudo o que está online, mesmo que compartilhado com poucos, pode se tornar público.

 

FOTO JULIANA

Juliana possui perfis em duas redes sociais corporativas

 

Juliana Cestaro é estagiária e, além de perfis pessoais, utiliza redes sociais corporativas. “Até tenho colegas de trabalho em redes pessoais, mas não sou muito ativa nelas. É perigoso e as pessoas deviam tomar mais cuidado, pois colegas de trabalho olham e investigam”, afirma Juliana.

A legislação brasileira não proíbe que profissionais de recrutamento investiguem seus candidatos por meio de seus rastros online, e um deslize pode acarretar em uma impressão ruim a respeito dos seus valores e comportamentos.

 

FOTO ALESSANDRA 1

Alessandra é ativa no LinkedIn e indica, com frequência, artigos e conteúdos da plataforma aos colaboradores

 

Alessandra Estima, psicóloga e gerente de recursos humanos, confessa dar uma “espiadinha” vez ou outra, mas afirma que essa prática não é uma etapa do processo de seleção na empresa. “O que a pessoa me apresenta durante a entrevista é muito mais valioso do que algo que ela postou em rede social. É um fator interessante, mas não é um fator eliminatório.”

Não existe um consenso na área de recursos humanos que oriente colaboradores a respeito dos seus comportamentos online. Cada empresa assume a postura que lhe convém. O comum são acordos firmados no início da contratação para que dados confidenciais não sejam compartilhados na internet. “Desde a integração, assinamos um termo no qual você se compromete a ter cuidado com as informações. E, se porventura isso acontecer, temos canais para avaliar a situação”, afirma Alessandra.

Além de influenciar na contratação, o comportamento em redes como Facebook e Instagram pode ser negativo durante a trajetória profissional, resultando em medidas disciplinares, a exemplo de feedbacks, suspensões e, nos casos mais graves, desligamentos por justa causa. “Antes de qualquer tipo de decisão ou medida disciplinar, a situação precisa ser explicada. Mas dependendo da gravidade da situação, sim, pode acarretar em um desligamento”, finaliza Alessandra.

Usadas com bom senso, as redes sociais têm mais a contribuir do que a prejudicar nas carreiras profissionais. Entre as vantagens, estão a facilidade de conexão entre recrutadores e candidatos, o compartilhamento de ideias inovadoras e criativas e a aproximação entre equipes, que pode motivar e melhorar desempenhos.

Junior Souza, da UAU Desenvolvimento Humano, dá dicas comportamentais para uma carreira coerente dentro e fora das redes sociais.

 

 

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