Mulheres falam sobre violência obstétrica e parto humanizado

Texto e áudios: Ana Lívia Borges

 

Marina Ito teve uma gestação não planejada, era nova e morava com os pais. “Meu primeiro pensamento quando descobri foi o de interromper a gestação, mas depois vi que teria condições. Por conta de todo o medo, tristeza e ansiedade, a minha gravidez foi bem complicada”, disse. Ela contou que teve contato com o parto humanizado por meio de páginas no Facebook. “Era uma expressão que nunca tinha ouvido falar, para mim, parto era parto. Até encontrar a equipe de doulas em Londrina, me apaixonei, percebi que era o que buscava.” Ela compartilhou como foi a experiência com as doulas e na maternidade Lucilla Ballalai.

 

 

O parto é um momento único na vida da mulher. Entretanto pode se tornar traumático. Gritos, procedimentos agressivos sem consentimento e negação de acompanhante são as agressões mais comuns. Milene Souza, coordenadora e doula do Gestalondrina, grupo de apoio e iniciativa ao parto natural, explica o que é o parto humanizado.

 

Gestalondrina

Roda de conversa sobre maternidade realizada pelo Gestalondrina (Crédito: Gestalondrina)

 

 

Barbara Lopes queria o parto natural. No pré-natal apareceram algumas complicações, mas nada grave. “Até aí estava tudo bem, fui para o hospital, minha bolsa estourou, foram oito horas de trabalho de parto ativo. Tive de fazer uso de Misoprostol porque não evoluía a dilatação. No final, eu já estava perdendo a consciência e não conseguia falar.” Como o estado físico de Barbara estava piorando, seu obstetra recomendou a cesárea de emergência.

“Foi aí que começou a dar tudo errado, me levaram para o centro cirúrgico cardiológico, porque não tinha vaga na maternidade. Como eu não conseguia falar, fizeram todos os procedimentos sem consentimento e colheram minha digital para a autorização dos procedimentos.” Ela disse que viu o filho por dez segundos, não pôde abraçar nem tocar e a partir desse momento ela ficou sozinha.  Barbara conta como foi o seu tratamento.

 

 

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