Divulgação científica se faz em qualquer lugar – até em mesa de bar

Texto, fotos, áudios e vídeo: Ana Elisa Frings

 

O evento Pint of Science – ou Uma Dose de Ciência – foi realizado simultaneamente no Brasil e em outros 23 países entre 20 e 22 de maio. A ideia consiste em divulgar pesquisas científicas para um público não necessariamente familiarizado com o tema, em um ambiente descontraído como o bar e, enquanto uma palestra acontece, a plateia pode tomar cerveja e relaxar.

Em Londrina, esta foi a segunda edição do evento internacional. A primeira cidade brasileira a receber o Pint of Science foi São Carlos (SP), em 2015. Em pouco tempo, o Brasil já lidera como o país com o maior número de cidades participantes, 85 ao todo em 2019. Para o coordenador local do Pint of Science, Eduardo Inocente, essa é uma prova de que os estudos desenvolvidos no Brasil são representativos e também atraem o interesse do público.

 

 

Foto 1

O professor de física da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e coordenador do Pint of Science local, Eduardo Inocente, explica sobre a organização do evento

 

Os temas para as palestras são escolhidos com base em assuntos atuais, temas que estejam em discussão na sociedade. É o exemplo da pesquisa sobre controle populacional de insetos. “De um lado, as abelhas estão desaparecendo, porém não deveriam desaparecer; e, por outro lado, há o caso do mosquito Aedes aegypti, que tentamos controlar para que não aumente, mas ainda assim não estamos conseguindo”, explica Inocente. Temas também da área de comunicação, como fake news e imagens corporais nas redes sociais – assunto das artes visuais e estética -, também estiveram na programação.

 

 

Foto2

Pint of Science em bar de Londrina, no dia 21 de maio de 2019

 

A estudante de agronomia Priscila Moraes, 34, esteve pela primeira vez em um encontro do Pint of Science, em 21 de maio, e gostou da experiência. As exposições naquele dia foram sobre os 50 anos da ida do homem à Lua e também sobre vida extraterrestre, conduzidas por professores da área de física e química, respectivamente.

 

 

O professor Dimas Zaia, que palestrou pela segunda vez no evento, acredita que os acadêmicos precisam se aproximar mais da comunidade externa. “Há curiosidade. Os pesquisadores é que precisam se esforçar mais para traduzir a linguagem técnica para a sociedade. ” Para melhorar isso, ele reforça, “é preciso um trabalho de formiguinha dos professores, dos pesquisadores e de outros envolvidos com ciência para que o alcance seja ampliado. Pode demorar, mas é importante que seja feito. E a internet é um bom meio para isso”.

 

Foto3

Laboratório de trabalho do professor Dimas Zaia, na UEL, para experimentos em astrobiologia

 

 

LEIA MAIS

Projeto incentiva meninas a cursar áreas de exatas

Entenda como o corte de verbas federais afeta a UEL

Espaço de educação e cultura persiste na periferia de Londrina

Falta de professores afeta o funcionamento da UEL

A educação está na mira do governo Bolsonaro

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s