Violência sexual contra menores: maioria dos casos acontece em casa

Texto, foto e áudios: Manu Soares

 

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2011 e 2017, o Brasil registrou aumento nos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. O boletim de Análise Epidemiológica da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes mostra que o país somou 184.524 casos somente na rede pública de saúde. Entretanto, o número pode ser maior, tendo em vista que a maior parte dos crimes não é denunciada. Os dados mostram também que a maioria dos crimes cometidos aconteceu no ambiente familiar. Pais, mães, padrastos e outros parentes próximos foram os principais responsáveis. Em 2019, já foram registradas mais de 4.700 denúncias de exploração sexual em todo o país pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos).

 

Você conhece os principais tipos de violência?

 

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A violência física é aquela em que danos físicos e lesões são causados em crianças e adolescentes por adultos. A violência psicológica é aquela em que o adulto desenvolve um comportamento destrutivo que afeta a criança e o adolescente, como ameaças. Ela se caracteriza por não deixar marcas físicas, entretanto afeta o lado emocional. A violência sexual é o ato praticado pelo adulto com a intenção de satisfação sexual e nem sempre é caracterizado pelo estupro. Masturbação, toques íntimos e introdução forçada de objetos também se enquadram na violência sexual. A negligência é o abandono, por parte dos responsáveis, e a omissão em relação às necessidades básicas das crianças e dos adolescentes.

Em Londrina, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) III realiza atendimento a crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de violação de direitos. “No momento, recebemos 794 crianças e adolescentes em situação de violência, Os dados foram levantados no mês de maio”, diz a coordenadora Katia Regina Godoy.

 

 

Segundo a gerente de média complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, Mileni Alves Secon, a política social local trabalha com a proteção das crianças e dos adolescentes que sofrem algum tipo de violência. “Quando as situações de violação de direitos são verificadas, elas passam a ser acompanhadas. Em Londrina temos uma rede de serviços que trabalham no atendimento, os centro de convivência, os Cras [Centros Regionais de Assistência Social] e as escolas.”

Para a psicóloga Paula Tavela, as crianças vítimas de abusos sexuais desenvolvem certos comportamentos e cabe ao adulto ficar atento a eles.

 

 

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Se omitir também é crime

 

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