Além da atuação: a presença feminina no cinema

Texto, foto, áudio e vídeo: Ana Cardoso

 

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou, no início do ano passado, um estudo cujo objetivo era analisar o mercado cinematográfico brasileiro. Com o nome de “Diversidade de Gênero e Raça no Mercado Audiovisual”, o estudo analisou 142 longas-metragens lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016 e concluiu que é dos homens a direção de 75,4% dos filmes. As mulheres assinam a direção de apenas 19,7% dos longas.

Em cargos como direção artística e roteiro, a presença feminina também é pequena. Em apenas 23% dos cargos ligados a essas áreas é possível ver mulheres à frente.

A roteirista e produtora do curta “A Manicure”, Marina Stuchi, explica que teve conhecimento dos dados da Ancine quando realizou uma palestra. E saber desses dados a fez refletir sobre o assunto.

 

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Marina Stuchi, produtora e roteirista do curta “A Manicure”

 

“Quando decidi fazer o curta, foi algo bem simples. Escrevi, apresentei a ideia a alguns amigos e começamos a produzir. Não tive tantos empecilhos com a produção. Por se tratar de um assunto majoritariamente do mundo feminino, a maior parte do set era composto por mulheres. Não foi algo pensado, foi algo que só aconteceu. Um set como esse, de maioria feminina, é algo difícil. É algo de extrema importância, dar espaço para as mulheres trabalharem. É falta de espaço que faz com que não apareçam tantas mulheres em outros cargos no cinema, como direção, roteiro ou produção. Olhar um estudo desse é a prova. Falta espaço.”

Para a figurinista Thais Blanco, não é tão difícil as mulheres dominarem em sua área de atuação. Para ela, as áreas de figurino e de maquiagem são os espaços dentro do cinema em que mais se espera que a mulher esteja.

 

 

No mercado desde 2011, a produtora Franciele Camilo vê mudanças significativas na área de audiovisual. Tanto em âmbito local quanto em âmbito nacional, Franciele vê com bons olhos a criação de cotas em editais para mulheres, negros e indígenas, que foram lançadas no ano passado pela Secretaria Especial de Cultura. Para ela, as cotas aumentam em muito a presença das mulheres nas produções.

 

 

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