Da feijoada ao crème brûlée: as possibilidades da gastronomia

Texto, foto, áudios e vídeos: Julia Ilkiu

 

Desde a escolha da faca até o empratamento final, a gastronomia permeia séculos da sociedade, mas só agora vive seu ápice. Os anos dourados da gastronomia se dão no momento em que a televisão a cabo tem canais específicos de gastronomia e a televisão aberta, programas de culinária exibidos em horários nobres.

Hoje em dia, é comum achar pessoas interessadas em gastronomia. Não é muito difícil encontrar uma roda de amigos discutindo sobre o último episódio de Masterchef ou escutar os colegas de trabalho comentando sobre uma nova receita da Rita Lobo.

Um dos motivos pelo qual a gastronomia faz tanto sucesso é a adrenalina que desperta. Há quem vista a camisa como profissional, mas a gastronomia também existe como hobby.

“Todo mundo é capaz de cozinhar”, encoraja Fabiano Pedroso, professor de gastronomia no IGA (Instituto Gastronômico das Américas) e também chef do buffet Sabor do Chef.

 

Foto 1

Pedroso minutos antes de ministrar sua aula

 

O professor atua há 13 anos na área da gastronomia e incentiva todo tipo de público a cozinhar.

 

 

Assim como os que se profissionalizam, há os que vão à procura e desistem. “Existe um glamour do prato pronto, mas ninguém vê [as pessoas] lavando o chão. Já veio gente que fazia por hobby e perguntou se podia trazer sua funcionária. Mas não pode, você tem de ter consciência do preparo das coisas. Picar, pesar e higienizar: tudo faz parte.”

A gastronomia tem uma magia que desperta diversos sentidos nas pessoas. Para Pedroso, isso se liga ao prazer de comer.

 

 

A gastronomia despertou o interesse de Francisco Moreno, que é assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná, mas, atualmente, faz um curso na escola de gastronomia Menu. “Faço a gastronomia caseira. Sempre gostei da cozinha, de fazer pratos diferentes e até tradicionais, como a feijoada e a galinhada. A partir do momento em que percebi que gosto disso, passei a aprimorar a técnica.”

Moreno vê os atos de cozinhar e de comer como atividades sociais capazes de gerar conexões. “Meu objetivo é [fazer] uma gastronomia por lazer. É o momento em que uno as pessoas em volta de uma cozinha, conversando e criando um relacionamento social da culinária. Para mim, a cozinha tem muito a ver com a cultura de um povo.”

Além de criar vínculos, a gastronomia pode ser uma válvula de escape que, para Moreno, é um meio para desestressar.

 

 

A gastronomia não tem fórmula ou regra. Ela pode acompanhar alguém desde jovem ou pode ser despertada mais tarde. No caso de Moreno, foi por meio de sua família que conheceu o amor pela culinária.

 

 

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