Beco é lugar de festa e entretenimento dos estudantes

Texto, foto, áudios e vídeo: Ana Luísa Azevedo

 

Foto casal

Registro de uma sexta-feira comum no Beco

 

O Beco dos Universitários é um local composto por moradias estudantis, condomínios e bares, localizado próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL). Existe uma rua entre os bares e as moradias, onde já se tornou tradição a ocorrência de festas, que são marcadas por som alto, alvoroço e consumo de bebidas e drogas. O Beco é frequentado predominantemente por estudantes da UEL durante todos os dias, mas, geralmente, a lotação maior se dá às quintas e sextas-feiras.

Para Gabriel Castro, graduando da UEL, o motivo da grande procura pelo Beco é por ele ser o local mais próximo à universidade que fornece bebidas alcoólicas. Segundo ele, por conta dessa facilidade, sempre que não tem aula ou quando sua aula termina mais cedo, ele e os amigos vão ao local. “Vou ao Beco para espairecer, interagir e beber. É um lugar que transmite uma energia de alegria muito grande. Existe uma diversidade de pessoas, de estilos, de ideias… Você conhece pessoas interessantes. É também uma forma de fuga dos dias corridos, estressantes e cansativos”, afirma.

Já para Maria Victoria Saladini, outra estudante, o local não é tão agradável. “Não gosto do Beco. Geralmente tem muita gente e não gosto de aglomeração. Não me agradam os carros tocando música, pessoas gritando e o fato de que tem muito barulho e não dá para conversar. É um parto para comprar bebidas, porque você precisa entrar em uma fila com 20 mil pessoas. Para usar o banheiro, é horrível, pois só há dois disponíveis e não é o suficiente.”

Embora as opiniões dos estudantes em relação ao Beco se dividam, é fato que, independentemente do local, as pessoas, no geral, estão sempre em busca de esquecer os problemas recorrendo ao consumo de algum tipo de droga. Segundo a psicóloga Cláudia Paralego, esse consumo está cada vez maior e mais precoce, pois, principalmente no Brasil, há uma facilidade muito grande de acesso a esses produtos. Ela diz também que o uso constante de entorpecentes se resume a “uma procura de algo que você nunca encontra”, uma ilusão.

 

 

Segundo a psicóloga, o que tem se mostrado na história das clínicas de desintoxicação é que quem faz muito uso de drogas, principalmente desde jovem, desencadeia problemas emocionais que envolvem confusões, esquecimentos e crises nervosas. “A droga age no sistema nervoso central de forma que modifica o comportamento, além de causar dependência real. A pessoa não consegue funcionar se não beber ou fumar um cigarro lícito ou ilícito que seja… Ela fica automatizada àquilo.” Para ela, o segredo de tudo é a responsabilidade e o respeito ao próprio limite.

 

 

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