Jornalista esportivo: a paixão dentro das quatro linhas

Texto e áudio: Luan Beluco

 

Em campo, o juiz apita. A bola rola. Começa a partida. O brasileiro apaixonado por futebol está acostumado a ver mesas redondas na televisão, a ler sobre o campeonato pelos jornais, a acompanhar um jogo pelo rádio. Os profissionais do jornalismo esportivo, assim como os próprios atletas, estão em campo, não importa o tempo. Faça chuva ou faça sol, seja uma goleada ou um 0 a 0, é ele quem fica de olho em cada lance para trazer uma visão diferente sobre o jogo.

Um destes profissionais é José Mateus de Lima, conhecido como Jota Mateus, que já passou pela televisão e pelo jornal impresso, mas tem como grande paixão o rádio. Atua há mais de 50 anos como locutor, comentarista e jornalista, cobriu sete Copas do Mundo, uma edição das Olimpíadas, nove da Copa América e transmitiu jogos por todos os cantos do Brasil e em 32 países diferentes. “Além de formação, é fundamental ter vocação. A faculdade ensina, mas é preciso ter gosto por fazer jornalismo”, pontuou.

Segundo ele, a tecnologia mudou bastante o modo como é feito jornalismo. Se de um lado é mais fácil ter acesso à notícia, em outros aspectos está mais difícil ter produção de qualidade. “Fiz jogos em rádio pela linha fixa, em que se puxavam os fios pelos postes na beira do campo para poder transmitir. Hoje se transmite de qualquer lugar do mundo com som digital, mas a parte burocrática foi dificultada.”

Dionísio Ferraz Junior iniciou a carreira de comentarista esportivo em 1964, passou por cidades do Paraná e de São Paulo, e está na Rádio Paiquerê há mais dez anos. “Procuro sempre estar atualizado com as mudanças que ocorrem para ter uma visão diferente do torcedor e trazer algo a mais do que ele está vendo”, disse.

 

Foto 1

Apaixonado por futebol desde pequeno, Tatinha traz informação do LEC há mais de 50 anos (Crédito: acervo pessoal)

 

Jair Antonio Prata, o Tatinha, começou sua história acompanhando o Londrina Esporte Clube (LEC) ainda no seu início. Fazia anotações dos treinos, produzia notícias e passava tudo para uma rádio na cidade. “Chegou o dia em que o repórter ficou doente e fui ao campo para cobrir Londrina e Corinthians, de Presidente Prudente. Estava nervoso, mas fui mesmo assim”, lembrou.

Criticado em uma coluna sobre rádio no dia seguinte pela sua falta de experiência, Tatinha deu a volta por cima e se tornou o melhor repórter e a revelação do ano. Nunca mais parou. “Todo dia é uma emoção diferente. Saio de casa pensando no que poderá ser feito, mas logo tudo pode mudar. Sempre fui apaixonado por futebol e rádio. Não deu outra, faço isso há mais de 50 anos.”

 

 

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