Má alimentação compromete saúde de estudantes universitários

Texto, foto, áudio e vídeo: Jeferson Macedo

 

As desgastantes jornadas duplas ou triplas – com estágio, trabalho e atividades da faculdade -, alinhadas à falta de tempo – já que podem haver ainda longas horas dentro de ônibus -, fazem com que os estudantes universitários tenham uma alimentação desregulada e pouco saudável.

Aqueles que moram nos arredores do campus teriam uma facilidade maior de manter uma alimentação saudável, porém, a mesma falta de tempo os afetariam também. Morar sozinho faz com que eles mesmos preparem sua comida, e isto demanda um certo tempo. Então, optam por produtos industrializados, que são mais fáceis de ser preparados.

 

 

O fator financeiro é outro detalhe que faz com que universitários da UEL (Universidade Estadual de Londrina) se alimentem mal, já que os alimentos naturais vendidos em estabelecimentos na universidade têm o preço duas vezes maior que o dos outros alimentos. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os jovens universitários gastam em média R$ 300 por mês em alimentação, sendo R$ 32 por dia destinados para comer fora de casa. Por falta de tempo, muitos optam por fast foods.

 

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Foto de um dos lanches vendidos em uma das cantinas na UEL

 

Conforme a Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, “o padrão alimentar dos universitários é caracterizado pelo alto consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcar e sódio e pobres em micronutrientes, combinado à baixa ingestão de alimentos protetores, como as hortaliças, há uma baixa prevalência de alimentação saudável”, não seguindo assim as necessidades alimentares do corpo humano. Segundo a coordenadora do curso de nutrição da Unifil (Universidade Filadélfia), Lucievelyn Marrone, é preciso descascar mais e desembalar menos.

 

 

Além de não comer de maneira adequada, seguindo as quantidades certas de carboidratos, proteínas e vitaminas, eles não têm um horário regular para a alimentação. Muitos deles, por falta de tempo, também não praticam atividades físicas. Ou seja, estes hábitos não saudáveis causam sedentarismo, estresse e podem desenvolver obesidade.

 

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