Sonho e realidade: como é viver de música em Londrina

Texto, fotos, áudios e vídeo: Victor Assis

 

Viver de música é um sonho em comum para grande parcela dos entusiastas da primeira arte. Longe de ser novidade, ganhar a vida por meio da música não é fácil. Seja compondo, ensinando, produzindo ou interpretando, é preciso muito esforço e determinação para se ter um lugar ao sol — ou ao som. Em alguns espaços, no entanto, as possibilidades em ter a música como ganha-pão são maiores. Em Londrina, é preciso se desdobrar.

João Leonardo Bucch de Moraes, 22, é músico e vive de sua produção. Com mais de oito bandas, o rapaz se divide entre a graduação em música, aulas particulares que leciona, ensaios e apresentações pela noite londrinense. Guitarrista, baixista, trompetista e cantor, João é versátil e usa da capacidade em seu favor. No repertório, o mesmo ecletismo: pop, MPB, jazz, música erudita e indie rock compõem sua rotina musical. Apesar de integrar bandas autorais, sua principal fonte de renda ainda são as apresentações cover.

 

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João Leonardo Moraes no estúdio musical da UEL (Universidade Estadual de Londrina), onde é monitor

 

Em outra fase de sua carreira, o cantor David Mour investe pesado em composições originais. Com o EP homônimo, lançado há poucos meses, ele se dedica às inúmeras funções que um artista independente concentra em si. Exemplo disso são as ações que promoveu para divulgar seu último registro.

 

 

Para ele, tomar conta das muitas tarefas que envolvem a carreira artística faz parte do perfil do músico independente.

 

 

Sempre presente nas redes sociais, Mour considera importante a atuação do artista nas diferentes esferas em que habita. Apesar do empenho, apenas suas composições não conseguem pagar as contas. Por isso, ele também dá aulas de música e busca se manter o mais próximo possível de sua paixão. “Tento dividir um pouco do meu trabalho nas escolas com meu trabalho artístico. Às vezes fica um pouco apertado, mas acho que está sendo o jeito que encontrei de conseguir investir no meu trabalho”, explica.

 

 

Londrina, aos poucos, volta a ter espaços e iniciativas que valorizam a música autoral. O festival Bacia do Rock, por exemplo, reuniu cinco bandas da cidade para dividir palco e celebrar a pluralidade do gênero na região. Mesmo assim, apresentar repertório inteiramente autoral ainda é um desafio para artistas londrinenses.

 

 

Sem desanimar, músicos da cidade (autorais ou covers) enxergam nesse cenário um espaço de aprendizado, no qual confirmam seu apreço pela música e passam a compreendê-la ainda mais, ao longo de suas vivências com a arte. João Leonardo, que dá os primeiros passos no mundo artístico, não se arrepende de ter escolhido a música como profissão e acredita que ainda há muito a se descobrir.

 

 

 

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