Cuidado individualizado com saúde possibilita qualidade de vida Down

Texto, fotos, áudio e vídeo: Nicole Prado

 

 

Muito longe de ser uma doença, a trissomia 21, mais conhecida como síndrome de Down, é uma alteração genética presente em mais de 350 mil brasileiros. Algumas características são comuns a quem vive com a síndrome, como olhos amendoados, membros mais curtos e atraso na fala. No entanto, isso não significa que desenvolverão as mesmas patologias e o cuidado com a saúde se torna diferente em cada caso.

Idalina Marques é diretora da ONG Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APS Down), que atua em Londrina desde 1993. Idalina afirma que quando uma criança não apresenta uma patologia associada à síndrome, seu desenvolvimento é muito mais tranquilo. “A patologia mais comum é a cardiopatia, que requer um cuidado mais acentuado”, complementa.

 

FOTO 1

Samuel, de 31 anos, e Amanda, de 29, são namorados e frequentam a APS Down

 

A instituição atende crianças desde os primeiros meses e os recebe até a idade em que a família permitir. “Temos o apoio pedagógico, para atender a escolaridade, e temos o atendimento clínico, que é mantido pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. Temos fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e serviço social. Também temos um médico, que uma vez por mês faz o acompanhamento”, afirma Idalina.

Creusa Cardoso é presidente da APS Down e também mãe voluntária. Seu filho Mateus tem 21 anos, frequenta a ONG e esbanja animação. Durante a gestação, Creusa não imaginava que seu filho nasceria com uma alteração genética. “Com 15 dias de vida, o médico me disse que meu filho tinha uma deficiência, mas que não sabia qual era e que eu teria de fazer um exame. Depois de dois meses, deu que era síndrome de Down. Não fiquei nervosa nem nada, aceitei numa boa. Mas também não conhecia, morava em cidade pequena”, conta Creusa. “Agora que fiquei viúva, aqui é meu segundo lar. Uma criança dessa é uma graça muito grande de Deus na vida da gente. É um companheiro”, conclui.

 

FOTO 2

Creusa, presidente da ONG APS Down, e seu filho Mateus, aluno da ONG

 

Larissa Titéricz é professora de educação física e afirma que atividades como artesanato, lutas e danças são essenciais para o desenvolvimento motor e que demais atividades, como musculação, devem atender a casos específicos de sobrepeso.

 

 

As capacidades de um Down não são limitadas. Eles necessitam de uma atenção especial para se desenvolverem. Com o cuidado individualizado com a saúde, podem ter uma excelente qualidade de vida.

 

LEIA MAIS

Alimentos orgânicos: uma tendência mais saudável e sustentável

Farmácia Escola fornece 50 medicamentos do SUS

Londrina registra seis mortes por dengue neste ano

MMS, fraude perigosa vendida como remédio

Violência sexual contra menores: maioria dos casos acontece em casa

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s